COMO VA EL EJERCITO DE LULA.

 

Exército economiza R$ 40 milhões
O ministro da Defesa, José Viegas, disse no último dia 31 que o Exército vai fazer uma economia de R$ 40 milhões em alimentação e fardamento ao dispensar antecipadamente 36 mil recrutas. O ministro garantiu que a Aeronáutica e a Marinha não vão desligar seus recrutas antes do tempo previsto. A dispensa é ligeiramente menor do que o normal e, segundo o ministro, radicalmente diferente da realizada no ano passado, acrescentando que em vez de 10 meses de prestação do serviço militar, os recrutas estão sendo desligados após nove meses. De acordo com Viegas, a decisão só foi tomada após o Ministério da Defesa ter sido informado de que não haveria prejuízo para a instrução militar, pois esta já fora cumprida de forma compacta. (O Globo – O País – 01/11/03)

Sistemas de monitoramento já estão em operação na Amazônia
A Polícia Federal (PF) já começou a receber informações do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) sobre a movimentação de aeronaves vindas de países produtores de drogas. O objetivo da polícia não é abater os aviões, mas descobrir onde estão as pistas de pouso e interceptar, em terra, aeronaves clandestinas, utilizadas por traficantes de drogas que cruzam a fronteira da Amazônia brasileira. Há 20 dias, a PF começou a receber, em tempo real, os primeiros dados, que são captados diariamente por 25 radares fixos de vigilância aérea do Sivam. Instalados em pontos estratégicos dos 5,2 milhões quilômetros quadrados da região, os radares fixos já captam por mês uma média de 40 aviões desconhecidos, isto é, sem identificação ou plano de vôo. No ano passado, dados captados pelos radares do Sivam permitiram que caças AMX da Força Aérea Brasileira (FAB) bombardeassem seis pistas clandestinas utilizadas por traficantes de drogas e armas na Tríplice Fronteira entre o Brasil, Guiana e Suriname. As informações estão sendo repassadas à polícia pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o braço civil do Sivam, cuja coordenação-geral é responsabilidade da Casa Civil da Presidência da República. Para integrar o Sipam estão sendo instalados uma série de equipamentos, como computadores, fax e e-mail por satélite, antenas parabólicas, entre outros. Esses equipamentos permitirão a coleta de um conjunto de informações sobre a Amazônia como nunca se teve anteriormente. São dados que vão desde a biodiversidade, o clima e a situação dos rios da região até o mapeamento preciso das áreas desmatadas e queimadas. Também poderão ser obtidas informações sobre a ocupação e uso do solo, garimpos ilegais e focos de epidemias. Todo esse conhecimento será armazenado num banco de dados de Sipam e repartido com órgãos do governo com interesses na Amazônia. Embora estejam interligados, o Sivam e o Sipam não são a mesma coisa: o primeiro corresponde à parte tecnológica e de defesa da região, a qual pertencem os equipamentos que fazem parte do complexo operacional, subordinado ao Comando da Aeronáutica. Já o segundo trabalha com as informações coletadas pelo complexo e é coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sipam (Censipam). Atualmente, 70% do Sipam já está operando em co-gestão com órgãos parceiros, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional Índio (Funai), Polícia Federal e Ministério da Defesa. (O Estado de S. Paulo – Geral – 02/11/03; Folha de S. Paulo – Brasil – 02/11/03)

Cabo da Marinha é indiciado por acidente com lancha
A polícia do Rio de Janeiro indiciou neste dia 02 o cabo da Marinha Marcos Manoel Corrêa Cavalcante, por envolvimento no acidente que causou a morte de um adolescente de 16 anos e a amputação das pernas de uma mulher no dia 25 de outubro em Itacuruçá (litoral sul do Estado). O militar negou, em depoimento em depoimento na 165ª DP (Mangaratiba) antes do indiciamento, que estivesse embriagado e que tivesse manejado o controle da lancha que atropelou as vítimas. No entanto, segundo o delegado Antenor Martins Júnior, dez testemunhas afirmaram que o cabo havia consumido bebidas alcoólicas. Além do cabo da Marinha, o piloto da lancha, Armelindo Corrêa de Miranda, continua indiciado, ambos acusados de homicídio culposo e lesão corporal culposa, e podem pegar de um a quatro anos de prisão. (Folha de S. Paulo – Brasil – 02/11/03; O Estado de S. Paulo – Cidades – 03/11/03; Jornal do Brasil – Rio – 03/11/03; O Globo – Rio – 04/11/03)

Militares são acusados de torturar índios
O Ministério Público federal vai apurar uma denúncia de que dois jovens índios de etnia desana e tucano foram agredidos por integrantes do Exército que servem na fronteira do Brasil com a Colômbia. A acusação é feita pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. As agressões, segundo a denúncia, ocorreram no dia 18 de outubro. Segundo informações da Procuradoria-Geral da República, os militares estavam embriagados e drogados. As vítimas teriam sido torturadas e obrigadas também a consumir entorpecentes. Em depoimento enviado à Procuradoria, os índios afirmaram que essa não foi a primeira vez que índios foram agredidos por militares na região, onde as torturas seriam freqüentes. (O Estado de S. Paulo – Geral – 02/11/03)

China e Angola apóiam Brasil para o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU)
Conforme noticiado pelo Jornal do Brasil, o governo chinês oficializou nesta quinta-feira (07) seu apoio à entrada do Brasil no comitê permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o jornal, isto significa a garantia do terceiro voto expresso entre as nações com direito a veto, lembrando que Rússia e França já haviam se manifestado favoravelmente. Além disso, a proposta conta com o apoio de Espanha, Alemanha e com a simpatia dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. O jornal mostra também que segundo Zhang Qiyue, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, o novo comitê permanente deve conceder prioridade aos países em desenvolvimento. A China, que é partidária de uma participação mais efetiva e independente da ONU em trabalhos como a reconstrução do Iraque e do Afeganistão, endossa as teses do secretário-geral da instituição, Kofi Annan, que fez um pedido pela reforma do Conselho de Segurança em seu mais recente comparecimento à Assembléia Geral. Segundo o porta-voz, a expansão do Conselho de Segurança é considerada necessária e é um assunto do qual devem participar todos os membros da ONU, sem exceções. Em visita do presidente Lula à África, o Brasil recebeu o apoio de mais um membro do CS, a Angola. (Folha de S. Paulo – Brasil – 03/11/03; Jornal do Brasil –Internacional – 07/11/03)

Força Aérea Brasileira (FAB) e Polícia Federal (PF) destroem pista aérea clandestina no Estado do Amazonas
A Força Aérea Brasileira (FAB), em conjunto com a Polícia Federal (PF), destruiu, no dia 04, a pista aérea clandestina conhecida como pista do Caparro, na área chamada "Cabeça do Cachorro", na fronteira com a Colômbia. Segundo indígenas que vivem na região, a pista, que estava inutilizada desde 1997 e foi destruída pela PF em setembro do ano passado, havia sido reconstituída parcialmente, permitindo a aterrissagem de aviões. As aeronaves serviriam ao tráfico e até mesmo, segundo o jornal, às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para deslocar cocaína de Guaviare, na Colômbia, para a Europa e para os Estados Unidos. Como aparato da operação, chamada Princesa dos Pampas, foram utilizados 10 aviões da FAB, 1 do Sivam e mais 1 helicóptero e 2 aviões de transporte pessoal e material. Caças AMX e F-5 lançaram as bombas que completaram a destruição da pista do Caparro. (Folha de S. Paulo – Brasil – 03/11/03; Folha de S. Paulo – Brasil – 05/11/03; Folha de S. Paulo – Brasil – 06/11/03)

Manobra militar envolvendo sete países foi cancelada
Foi noticiado pelos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo que a Argentina cancelou operação militar que envolveria, além dela própria como sede, o Brasil, os Estados Unidos, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai. O exercício ocorreria de 27 de outubro a 07 de novembro. Segundo O Globo, o motivo do cancelamento seria o atraso no envio do pedido da realização da operação ao Congresso argentino. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, porém, o motivo seria a recusa do Congresso ao pedido de imunidade dos soldados norte-americanos. A operação, chamada Fraterno, ocorria desde 1978, e segundo os dois jornais não há previsão de nova data para a manobra. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 04/11/03; O Globo – O Mundo – 04/11/03)

Livro de jornalista revela bastidores do regime militar
Diversos jornais noticiaram esta semana a publicação do livro do jornalista Elio Gaspari, que trata do regime militar brasileiro (1964-1985). De acordo com O Estado de S. Paulo, o livro lançado, intitulado O Sacerdote e o Feiticeiro – A Ditadura Derrotada, é o primeiro de uma série de três, que conta ainda com dois guias de leituras sobre o regime militar denominados As Ilusões Armadas, lançados em 2002. O jornal informou que o volume publicado descreve a eleição do presidente Ernesto Geisel, em 1971, além de reconstituir a montagem da equipe de governo, os primeiros meses de governo de Geisel e a vitória do partido de oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), nas eleições de 1974. Na introdução da obra, Gaspari explica que os dois outros livros, A Ditadura Envergonhada e A Ditadura Escancarada, trazem a história do governo militar desde a queda do presidente João Goulart, em 1964, até a perseguição dos opositores da ditadura na região do Araguaia, em 1974. A série inclui a trajetória de Geisel e Golbery do Couto e Silva (fundador do Serviço Nacional de Informação e chefe do Gabinete Civil no governo de Geisel), a articulação que possibilitou a ascensão ao governo, até a vitória da oposição em 1974, resultando na mudança de rumos assumidos pela ditadura. A obra é iniciada com a biografia de Geisel e Golbery e sua história dentro do Exército, e conta com relatos registrados nos documentos e gravações produzidos durante a atuação de Heitor Ferreira como secretário particular do ex-presidente militar. Um dos trechos mais expressivos reproduz uma conversa entre Geisel e Dale Coutinho (seu futuro ministro do Exército) na qual se discutem políticas de repressão e a execução de prisioneiros. O diálogo culmina com a referência de Coutinho à Guerrilha do Araguaia. O jornal O Globo informou que a publicação é resultado de 18 anos de pesquisa de Gaspari no Brasil e nos Estados Unidos e que é reconhecido como o mais bem documentado trabalho sobre o regime militar. A pesquisadora Maria Celina D´Araújo, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da Fundação Getúlio Vargas (CPDoc), afirmou ao jornal que, ao contrário da imagem cunhada, o presidente Geisel revelou-se disposto a eliminar inimigos do regime, mantendo, contudo sua autoridade de presidente diante das Forças Armadas. Nilmário Miranda, secretário nacional de Direitos Humanos, esclareceu que na época de Geisel não havia mais guerra anticomunista no País, mas sim a eliminação de opositores que lutavam pela redemocratização. A Folha de S. Paulo publicou declarações do ex-presidente José Sarney, do ex-senador Jarbas Passarinho, do deputado Delfim Netto e do presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, José Genoino, nas quais eles se dizem decepcionados com as manifestações favoráveis de Geisel à eliminação de opositores. Já o general reformado Carlos Meira de Mattos, subordinado de Ernesto Geisel quando este ocupava a chefia do Gabinete Militar, acredita que o conteúdo das fitas está sendo distorcido e alega que o ex-presidente era contra qualquer tipo de violência. Genoino disse que as informações não devem alterar o rumo das buscas das ossadas dos guerrilheiros do Araguaia. Segundo o Jornal do Brasil, a obra de Gaspari deixou os familiares de desaparecidos políticos atônitos, já que no momento da desaparição, os militares lhes garantiram que a morte ocorreu durante a luta na Guerrilha do Araguaia e, no entanto, as revelações apontam que muitos foram mortos intencionalmente, com o respaldo de Geisel que intentava exterminar sem deixar vestígios. (O Estado de S. Paulo – Caderno 2 – 05/11/03; O Globo – O país – 05/11/03; Folha de S. Paulo – Brasil – 06/11/03; Jornal do Brasil – Brasil – 06/11/03; O Globo – O País – 06/11/03; Jornal do Brasil – Brasil – 07/11/03)

Comissão do Araguaia volta a receber críticas
A Folha de S. Paulo informou que membros do grupo Tortura Nunca Mais defenderam a revogação do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, emitido em outubro, criando a Comissão Interministerial para localizar os restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. Os representantes divulgaram uma nota de repúdio durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados acusando a Comissão de proteger os responsáveis pela morte dos opositores políticos do regime militar na década de 70. O grupo alega que o fato da Comissão não contar com a participação de representantes de organizações não-governamentais e de familiares dos desaparecidos a torna antidemocrática e afirma que não houve empenho em levar a público os documentos mantidos em sigilo. Durante a audiência, a União também foi criticada por ter recorrido à sentença da juíza federal Solange Salgado, que obrigava o Exército a abrir os arquivos que contém informações a respeito do combate à guerrilha da década de 70. De acordo com o Jornal do Brasil, o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT - SP) acredita que se o Brasil não resolver tais questões de seu passado, corre o risco de repetir a situação do Chile, da Argentina e do Uruguai onde, segundo o deputado, a entrada de governos traz consigo a descoberta de novos fatos que "reabrem as feridas". (Folha de S. Paulo – Brasil – 06/11/03; Jornal do Brasil – Brasil – 06/11/03)

Acidente sem vítimas com avião da Força Aérea Brasileira (FAB)
De acordo com a Folha de S. Paulo, um avião bimotor Xingu, do 6º Esquadrão Tático da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu da pista durante o pouso, na noite do dia 06, no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.O bimotor realizava um vôo de treinamento e levava dois pilotos e um mecânico. Segundo a Aeronáutica, a aeronave aterrissou em meio a uma forte chuva. O bimotor, desgovernado, teve o trem de pouso dianteiro quebrado e parou na grama. A FAB investiga se houve problemas no trem de pouso antes da aterrissagem. O bimotor foi retirado do local e não há problemas nas operações do aeroporto. Não houve vítimas. (Folha de S. Paulo – Brasil – 07/11/03)

 

 

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