LAS COORDENADAS CONSTANTES
DE LA DIPLOMACIA DE LULA

 

Abril de 2005


Durante el periodo la tendencia multipolar de la diplomacia del Brasil se acentúa, en particular se advierte la creciente complementación económica y hasta universitaria con Africa,l os interjuegos de la aguda diplomacia post lusitana en el marco de los organismos internacionales,l as promesas de coadyuvar a la realización de una democracia en Cuba y la concurrencia del presidente Lula a los funerales del Papa en Roma.


Con la Argentina ,se advierten los mismos resquemores impulsados por una visión antagónica del puesto de Sudamerica en el Consejo de Seguridad,tema que interesa a Planalto pero bastante poco al sector industrialista de San Pablo.


Tambien, se destaca la próxima cumbre entre los paises arabes y latinoamericanos que se desarrollará justamente el 11 de mayo en Brasil.Si bien la apertura hacia China es una jugada mayor en la estrategia multipolar brasileña subsisten los temores acerca del eventual dumping chino y las medidas eventualmente proteccionistas que podrían plantearse.

 

Observatório de Política Externa Brasileira -
Nº 46   08/04/05 a 14/04/05

 

Reunião anual do BID
Na reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil terá os objetivos de angariar apoio à candidatura do economista brasileiro João Sayad para o cargo de presidente da instituição, pressionar pela mudança no perfil dos financiamentos e atrair investidores que participam da reunião para investir no país. A delegação brasileira chefiada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, quer que o BID passe a apoiar, com mais intensidade, políticas públicas de desenvolvimento, como ocorreu no caso do Bolsa Família que recebeu US$ 1 bilhão do banco em 2004. Contudo, espera-se que essa mudança na concessão de financiamentos enfrentará resistência dos países ricos que preferem que os empréstimos sejam realizados para projetos específicos como os de infra-estrutura que é mais fácil de se controlar do que um programa governamental mais amplo. O governo brasileiro pressiona também pela flexibilização dos prazos de amortização e juros dos empréstimos tradicionais concedidos pelo BID, inclusive os de emergência. Paralelamente a reunião, o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, e o diretor do Departamento de Relações Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, se encontrarão com investidores e analistas internacionais para mostrar a melhora dos fundamentos da economia brasileira e, com isso, trazer mais investimentos para o país.

 (O Estado de S. Paulo – Economia – 08/04/05; O Estado de S. Paulo – Economia – 09/04/05; O Globo – Economia – 08/04/05; O Globo – Economia – 09/04/05).


Lula foi ao funeral do Papa
O presidente Luís Inácio Lula da Silva, acompanhado do chanceler Celso Amorim, dos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, e dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, participou da cerimônia de funeral do Papa João Paulo II. Lula, querendo dar um caráter ecumênico a sua comitiva, convidou para acompanhá-lo ao Vaticano líderes de diversas outras religiões. Depois da missa solene, Lula se encontrou com os presidentes da Áustria, Heinz Fischer, de Moçambique, Armando Emílio Guebuza e da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón.

(Folha de S. Paulo – O Mundo – 08/04/05; O Globo – O Mundo – 08/04/05).

Lula realizou sua quarta visita à África
Em sua quarta viagem ao continente africano, o presidente Luís Inácio Lula da Silva visitou Camarões, Nigéria, Gana, Guiné-Bissau e Senegal. O governo brasileiro oferecerá bolsas de estudo para curso universitário a africanos carentes que queiram estudar no Brasil, promoverá o intercâmbio cultural e acelerará as negociações para a transferência de tecnologia brasileira na produção de medicamentos anti-retrovirais. Os principais objetivos da visita foram aumentar o intercâmbio comercial com a Nigéria, país com o qual o Brasil mantém a maior relação comercial na região; elevar o grau de exportação de produtos nacionais a mercados não tradicionais, como, por exemplo, Camarões; incrementar as relações políticas, ampliando o bloco de articulações do G20; e buscar apoio dos países ao pleito brasileiro a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ratificado pelo governo camaronês. No caso das negociações com a Nigéria, as relações apresentaram certo grau de estagnação. A falta de informação e a imposição de restrições a alguns produtos por parte do governo nigeriano desagradaram a comitiva brasileira. Ainda durante a visita, o presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, pediu a ajuda de Lula para que seja organizada, no início do próximo ano, uma Cúpula África – América do Sul. O convite, aceito pelo presidente brasileiro, tem por objetivo reforçar a cooperação comercial, política e cultural entre os continentes. Ao visitar a Ilha de Gorée, de onde vinham os escravos africanos, o presidente Lula pediu perdão e ainda rebateu as críticas recebidas pelo não fechamento de acordos comerciais com os países africanos.

(Folha de S. Paulo – Brasil – 10/04/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 11/04/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 12/04/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 13/04/05; Folha de S. Paulo – O Mundo – 09/04/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 14/04/05; Folha de S. Paulo – O Mundo – 14/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 08/04/2005; O Estado de S. Paulo – Nacional – 09/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 10/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 11/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 12/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 13/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 14/04/05; O Globo – O País – 10/04/05; O Globo – País – 12/04/05; O Globo – País – 14/04/05).

Primeira universidade de Cabo Verde será criada com ajuda brasileira
A primeira universidade pública de Cabo Verde será implantada com ajuda do Brasil. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior (CAPES) oferecerá consultoria técnica de planejamento a universidade que será criada de acordo com padrões brasileiros de instituições públicas de ensino superior. Essa iniciativa é resultados do apoio que o Brasil dá a Cabo Verde na área de educação superior e pós-graduação, atendendo prioridades da política externa do governo Lula. "Além da solidariedade, esse é um país emergente. Vamos aumentar o intercâmbio com o continente africano e ampliar os conhecimentos, auxiliando no desenvolvimento da região", afirmou Benício Schmidt, coordenador-geral de Cooperação Internacional da Capes.

(Folha de S. Paulo – Educação – 08/04/05).

Furlan aposta na aliança com a China
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em palestra para empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), rebateu as críticas a iniciativa brasileira de reconhecer a China como uma "economia de mercado". Empresários reclamam que, com o reconhecimento, a comprovação de práticas desleais de comércio por parte dos chineses ficará mais difícil. Segundo Furlan, a economia do país asiático pode realmente não ser uma "economia de mercado perfeita", contudo, o Brasil, ao reconhecê-la como tal, fez uma aposta no futuro. Para Furlan, a aliança com a China será de suma importância para o país. O ministro ressaltou ainda que o governo possui instrumentos para barrar uma possível invasão de produtos chineses no mercado nacional e que não pretende criar salvaguardas aos produtos chineses, uma vez que os empresários não fizeram qualquer reclamação formal de concorrência desleal. Durante a semana, uma missão chinesa visitou o país com o objetivo de promover a transferência de tecnologia brasileira de produção do etanol e da experiência na regulação do uso da mistura do álcool anidro à gasolina. Apesar da assinatura de um acordo bilateral de cooperação nessa área, em novembro passado, o governo brasileiro não alcançou ainda suas pretensões: a exportação de etanol e a construção de parcerias para a produção mais competitiva de álcool na própria China.

(Folha de S. Paulo – Dinheiro – 08/04/05; O Estado de S. Paulo – Economia – 12/04/05; O Globo – Economia – 09/04/05).

Lula diz que ajudará Cuba a ter democracia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração pedindo democracia em Cuba, o que significa que o Brasil poderá ajudar este país a construir o processo democrático. Em entrevista a jornalistas em Roma, Lula afirmou que o Brasil tem que ajudar a “dar normalidade” ao país caribenho e, também, ampará-lo “na luta contra o bloqueio”, referindo-se ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos há quatro décadas. Além disso, o presidente brasileiro elogiou o sistema educacional de Cuba e disse que esse país está nos planos de investimento externo do governo.

(Folha de S. Paulo – O Mundo – 09/04/05).


Brasil, Espanha e Venezuela apóiam diálogo com ELN
Os embaixadores de Espanha, Brasil e Venezuela reuniram-se com representantes do governo colombiano e com o porta-voz do Exército de Libertação Nacional (ELN), Francisco Galán. Este encontro teve como objetivo facilitar o diálogo com a guerrilha de esquerda e foi recomendado a Galán que trabalhe na tentativa de promover um avanço nas conversações de paz.

(O Estado de S. Paulo – Internacional – 09/04/05).

Reunião de cúpula tem como objetivo estreitar relações Sul-Sul
A reunião de cúpula dos países do Mercosul e do Mundo Árabe, marcada para os dias 10 e 11 de maio, tem como intenção aproximar as duas regiões, principalmente em tema de comércio e investimentos. O evento permitirá quatro encontros entre os chefes de Estado e mais reuniões bilaterais em paralelo. O Itamaraty anunciou que, até o momento, apenas cinco, dos 22 países árabes convidados, confirmaram presença. Os Estados Unidos tiveram negado seu pedido de acompanhar o encontro através de um observador, uma vez que poderão entrar em pauta discussões sobre Iraque, Palestina-Israel e terrorismo.

(O Estado de S. Paulo – Nacional – 09/04/05).

Brasil busca investidores asiáticos
Na tentativa de diversificar o perfil dos investidores no Brasil, o governo brasileiro enviou para a Ásia o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, e o secretário-adjunto, José Antonio Gragnani, que estiveram em Okinawa para reuniões com japoneses e seguiram para Taiwan, Hong Kong e Cingapura.

(O Estado de S. Paulo – Economia – 10/04/05; O Globo – Economia – 10/04/05).
 

Realizada eleição para secretário-geral da OEA
Os 34 países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) escolheram, no dia 11 de abril, em Washington, seu novo secretário-geral. O Brasil apoiou o ministro do Interior chileno, José Miguel Insulza, que disputava o cargo com o chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez. O novo secretário-geral da OEA será o terceiro a assumir o posto em menos de um ano. Até então, o cargo é ocupado interinamente pelo embaixador norte-americano Luigi R. Einaudi.

(Folha de S. Paulo – O Mundo – 11/04/05).

Brasil cobrou mais vontade da UE quanto às negociações junto ao Mercosul
Lula cobrou dos europeus maior atenção às negociações entre a União Européia (UE) e o Mercosul, paralisadas devido a embates técnicos. O presidente brasileiro encontrou-se, em Roma, com o presidente da comissão do Parlamento Europeu que se ocupa das relações entre os dois blocos, Massimo D'Alema, que admitiu a falta vontade política da UE. Os dois blocos precisam definir a data de uma reunião ministerial para relançar as negociações, mas os governos europeus ainda estão hesitantes. Representando o Mercosul, a chanceler do Paraguai, Leila Rachid, discutirá o assunto no dia 13 de abril com os comissários da UE.

(O Estado de S. Paulo – Economia – 11/04/05).

Argentina se opõe ao modelo de reforma do CS apoiado pelo Brasil
Em comunicado emitido dia 12 de abril, o governo argentino mostrou-se mais uma vez desfavorável a uma reforma do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) no modelo pretendido pelo Brasil, o de ampliação do número de membros permanentes. Sustentando uma posição que vem desde o governo Menen, a Argentina indicou que tal proposta criaria um fator adicional de instabilidade e hegemonia na região. O governo argentino apóia novas regras que possibilitem a existência de oito vagas rotativas com mandatos de quatro anos, duas por região. Segundo o vice-chanceler argentino, existem "suscetibilidades regionais" e afirmou que a inclusão de novos membros permanentes alteraria "equilíbrios" e seria um "fator de instabilidade nas regiões, ao estabelecer hegemonias que hoje não existem".

(Folha de S. Paulo – Brasil – 13/04/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 14/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 13/04/05; O Globo – País – 13/04/05).


Relatório afirma que produtos agrícolas perdem com barreiras
Um relatório divulgado recentemente pela embaixada do Brasil em Washington afirma que os exportadores brasileiros de produtos agrícolas continuam sendo as principais vítimas das barreiras comerciais norte-americanas. O documento demonstra que a principal causa do prejuízo está no processo de “protecionismo seletivo”, imposto aos mais importantes produtos exportados para os Estados Unidos.

(Folha de S. Paulo – Dinheiro – 13/04/05).

Itamaraty reage com irritação a artigo publicado no The New York Post
O Ministério das Relações Exteriores reagiu com irritação ao artigo publicado pelo The New York Post contra o candidato brasileiro à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa, afirmando que as críticas ferem todo o país e não só ele. O artigo critica a negligência do Brasil no combate à pirataria e às questões referentes à quebra de patentes de medicamentos destinados às situações emergenciais de saúde publica e aos mercados sem condição de fabricação dos mesmos.

(O Estado de S. Paulo – Economia – 13/04/05).

CS envia missão ao Haiti
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) iniciou, dia 13 de abril, uma missão de três dias no Haiti. Chefiada pelo embaixador brasileiro Ronaldo Sardenberg, a primeira missão do CS a um país latino-americano teve como objetivo expressar apoio às forças de paz e reunir esforços para melhorar a situação política e econômica do país. Até o momento, menos de 20% do dinheiro prometido por doadores internacionais chegou ao país.

(Folha de S. Paulo – O Mundo – 12/04/05; Folha de S. Paulo – O Mundo – 14/05/05; O Estado de S. Paulo – Internacional – 13/04/05).


Brasil e sete países latinos questionam a tarifa européia de bananas na OMC
O Brasil e outros sete países latino-americanos, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Venezuela, consultaram a Organização Mundial do Comércio (OMC), a respeito da substituição das cotas impostas pela União Européia (UE) à banana exportada por estes e outros países. Segundo técnicos do Itamaraty, os países da América Latina entraram com uma consulta e pediram que um árbitro emita parecer sobre a mudança. É a primeira vez que esse mecanismo é usado na OMC, que normalmente enfrenta contenciosos no Órgão de Solução de Controvérsias. O assunto foi encaminhado no início deste mês ao organismo e, se a UE não concordar, a saída poderá ser a instalação de um painel, ou seja, a nova taxa seria questionada em forma de ação na OMC.

(O Globo – Economia – 14/04/05).

Em decisão inédita, Coréia do Sul libera importação de frango
A Coréia do Sul declarou que liberará a importação de frango brasileiro a partir do próximo dia 31 de maio. O país asiático nunca permitiu a entrada do frango brasileiro devido à falta de um acordo fitossanitário. Segundo o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, as exportações brasileiras devem aumentar em 60 a 80 mil toneladas.

(Folha de S. Paulo – O Mundo – 14/04/05).

 

 

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