EL MODELO PARA ARMAR DEL POTENCIAL MILITAR BRASILEÑO

Mayo 2005
Período del 30/05/05 al 06/05/05


 – Ratificado acordo Brasil-Ucrânia para o lançamento de satélites
2 – Avião do Exército transporta policiais presos por tribo indígena
3 – Crise Aérea I: Coluna opinativa defende atuação de militares e civis na resolução de crise do setor aéreo
4 - Crise Aérea II: Alencar pressiona Varig e pede solução urgente
5 - Reajuste do salário militar é condicionado ao orçamento
6 - Militares e civis envolvidos na Guerrilha do Araguaia pedem indenização
7 - Governo argentino analisa endurecimento das relações com o Brasil, diz “Clarín”
8 - Folha anuncia investimento de US$ 723 milhões em aviões militares
9 - Brasil participa de Conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear
10 - Marinha ativa Comando na Amazônia
11 - Abin quer ampliar atuação na América do Sul
12- Brasil e Argentina realizarão intercâmbio de documentos da ditadura
13- Cartilha é associada à repressão do período militar
14- Militares passam por simulações antes de irem para o Haiti
15- General relata as primeiras missões no Haiti e critica a ONU
16- Angola pretende comprar equipamento militar brasileiro
17- Forças Armadas farão segurança da Reunião de Cúpula da América do Sul e dos Países Árabes
18- Ministro-chefe da Casa Civil defende construção de Angra 3

Ratificado acordo Brasil-Ucrânia para o lançamento de satélites
De acordo com o jornal O Globo, o acordo entre Brasil e Ucrânia para o lançamento conjunto de satélites da Base Aérea de Alcântara, localizada no estado do Maranhão, foi ratificado pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo prevê a criação de uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Special, que irá coordenar os trabalhos preparativos para a instalação do veículo de lançamentos Cyclone 4. O jornal enfatizou que o governo ucraniano por várias vezes pressionou o governo brasileiro acerca da ratificação do tratado, alegando que este adiava o cumprimento do acordo sem apresentar explicações. Além disso, O Globo demonstrou que no Brasil há controvérsias sobre este tratado. Por parte da Aeronáutica, os militares alegam que a Ucrânia não está transferindo tecnologia para o Brasil. Já na opinião do deputado André Costa (Partido dos Trabalhadores), o decreto do Presidente Lula é essencial para a concretização do acordo. (O Globo – O País – 30/04/05).


Avião do Exército transporta policiais presos por tribo indígena
Os quatro policiais federais presos na Aldeia Flexal, na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, foram libertados no último dia 30 pelos próprios índios da tribo macuxi. Um helicóptero Cougar, do Exército, realizou o transporte dos policiais até a cidade de Boa Vista. Os índios macuxi exigiam a revogação do decreto de homologação da demarcação de forma contínua da reserva raposa Serra do Sol, mas se contentaram com a promessa de que o governo federal atenderá a uma pauta de reivindicações para assegurar uma série de medidas que proporcionem o desenvolvimento sócio-econômico da região e que evitem o abandono das comunidades. (O Globo – O País – 30/05/05)

Crise Aérea I: Coluna opinativa defende atuação de militares e civis na resolução de crise do setor aéreo
Em coluna opinativa do jornal O Estado de S. Paulo, Josef Barat, membro do Conselho de Economia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, analisou a questão da regulação na crise que atinge o setor aéreo. Segundo ele, a regulação do transporte aéreo não pode ser apartada de um ambiente regulador abrangente, capaz de propiciar uma ação coordenada e integradora, ante os diversos componentes do Sistema Nacional de Aviação Civil. Por outro lado, o transporte aéreo constitui um dos mais complexos casos de regulação econômica, pela sua dualidade intrínseca de atividade econômica, sujeita à competição acirrada do mercado; e de serviço público concedido, objeto de normas, regras e controles. Devido a essa complexidade, Barat defende que nem a regulação rígida baseada em burocracias pesadas - geradoras de proteções e sanções - nem a desregulamentação do setor se mostram adequadas, especialmente no bojo do projeto de criação da nova Agência Nacional de Aviação Civil. Barat considera preocupante que tomados de um “súbito espírito civilista”, alguns setores do governo queiram alijar da montagem do novo arcabouço institucional aqueles que têm uma inegável experiência consolidada ao longo de seis décadas – os militares – e adotar políticas de desregulamentação em detrimento de uma regulação que propicie maior estabilidade e fortaleça o transporte aéreo nacional. Para ele, militares e civis devem unir esforços para aportar seus conhecimentos na defesa dos interesses do país, bem como estar conscientes de que nem a liberalização descontrolada, nem a rigidez intervencionista trarão benefícios para o atual estágio da nossa aviação civil. (O Estado de S. Paulo – Economia – 30/04/05)

Crise Aérea II: Alencar pressiona Varig e pede solução urgente
Como declarou a Folha de S. Paulo, o presidente da companhia aérea Varig, Carlos Luiz Martins, confirmou que o ministro da Defesa, José Alencar, pressionou a companhia para chegar a uma solução com urgência, perante a instabilidade e as dívidas da empresa. Martins se reuniu com Alencar, que também é presidente do Conselho de Administração da Infraero, para discutir como acertar pagamentos das tarifas aeroportuárias em atraso. De acordo com Martins, a Infraero está cobrando dívidas da empresa no valor de R$ 127 milhões, mas deve a mesma mais de R$ 500 milhões por tarifas cobradas erroneamente. Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro também telefonou ao presidente da Fundação Ruben Berta (FRB), controladora da Varig, Ernesto Zanata, pedindo urgência na decisão sobre as propostas de capitalização feitas à Varig. Durante a conversa com Alencar, o presidente da Varig teria ainda ameaçado deixar o cargo, caso não haja uma definição da FRB sobre o novo investidor até o dia sete de maio de 2005. (Folha de S. Paulo – Dinheiro – 06/05/05; O Estado de S. Paulo – Economia – 06/05/05).


Reajuste do salário militar é condicionado ao orçamento
Segundo o jornal O Globo, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou em entrevista coletiva que não pretende reajustar os salários dos militares além da disponibilidade do orçamento. Com isso, Lula praticamente confirmou que não poderá cumprir a promessa feita pelo ex-ministro da Defesa, José Viegas, de que a categoria teria reajuste de 23% até o final do primeiro trimestre deste ano. O jornal O Estado de S. Paulo publicou a opinião de uma das esposas dos militares, a qual declarou esperar que o governo apresente uma proposta de parcelar o reajuste prometido. No domingo, 1º de maio, um grupo de familiares dos militares se reuniu em frente a Praça dos Três poderes, durante a cerimônia de hasteamento da bandeira, para cobrar os 23% de aumento prometido pelo presidente, o Comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, que participava da cerimônia, não comentou o ocorrido (Jornal do Brasil – Brasil – 30/04/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 30/04/05; O Globo – O País – 30/04/05; O Globo – O País – 01/05/05; O Globo – O País – 02/05/05).


Militares e civis envolvidos na Guerrilha do Araguaia pedem indenização
O jornal Folha de S. Paulo divulgou uma série de 4 reportagens com depoimentos de militares e descrições de torturas ocorridas durante a Guerrilha do Araguaia. No último dia 21, a Folha entrevistou 36 dos 45 ex-militares que haviam testemunhado a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), em Marabá (estado do Pará). Os ex-militares revelaram que o Exército brasileiro humilhou, espancou e torturou guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e colonos, bem como fuzilou e decapitou inimigos rendidos. Segundo o jornal, os ex-militares que combateram no Araguaia planejam buscar reparação na Justiça, pois acreditam terem participado de uma guerra. Eles pretendem pedir uma indenização à União nos mesmos moldes dos reparos concedidos aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na 2ª Guerra Mundial. Ao receber o pedido da Folha para se manifestar sobre os depoimentos de seus ex-recrutas, o Exército respondeu que este assunto é tratado no nível do governo federal pela Comissão Interministerial de Averiguação e Análise de Informações Sigilosas, criada em 9 de dezembro de 2004. A Comissão, por sua vez, informou que não há documentos da Guerrilha da Araguaia submetidos à sua análise. Contudo, não são apenas os ex-militares que pretendem receber indenização do governo, os civis que prestaram serviços ao Exército como guias ou que, de alguma forma, foram prejudicados pela guerrilha julgam-se credores da União. De acordo com os relatos recolhidos pela Folha, o trabalho dos guias e a pressão exercida sobre a população local compõem a estratégia que permitiu ao Exército reverter o fracasso das primeiras investidas contra a guerrilha do Araguaia, em 1972. O jornal entrevistou alguns especialistas sobre o pedido de indenização pleiteado pelos ex-soldados. Enquanto alguns afirmaram que a concessão de tal indenização é improvável, pois não existe amparo legal nem jurisprudência sobre o assunto. Outros consideram que o pedido é legítimo, por avaliar que os soldados estavam cumprindo ordens e que, se deixassem de segui-las, poderiam sofrer punições. O grupo Tortura Nunca Mais considerou um acinte o pedido de indenização pelos ex-militares que combateram guerrilheiros no Araguaia, informou o jornal. De acordo com O Estado de S. Paulo, oficiais-generais do Exército da ativa e da reserva também repudiaram o pedido de indenização dos ex-soldados. Para o Ministério da Justiça, a avaliação é de que eles não têm direito à indenização, informou o jornal. Segundo a Folha, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara deve votar o requerimento que autoriza parlamentares a ouvir os ex-militares do Exército que atuaram na guerrilha do Araguaia, entre 1972 a 1974. (Folha de S. Paulo – Brasil – 01/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 02/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 03/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 04/05/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 03/05/05).

Governo argentino analisa endurecimento das relações com o Brasil, diz “Clarín”
Segundo os jornais Folha de S. Paulo, O Globo e o Jornal do Brasil, o site do maior jornal argentino, o “Clarín”, divulgou neste dia 02 a informação de que o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Rafael Bielsa, que no momento está em Washington (EUA), reuniu seis embaixadores argentinos para discutir um assunto específico na agenda do país: um endurecimento nas relações com o Brasil. De acordo com o jornal argentino, “o que está em jogo é a aliança estratégica bilateral que, apesar das declarações de princípios, acaba por nunca se concretizar". Um funcionário não-identificado do Ministério das Relações Exteriores da Argentina teria declarado ao “Clarín” que o presidente argentino, Néstor Kirchner, está cansado das travas econômicas brasileiras, da falta de apoio do governo brasileiro à Argentina frente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e do papel central que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer exercer na região. A iniciativa do governo brasileiro de tentar mediar a crise no Equador, através da Confederação Sul-Americana de Nações, teria sido o estopim para o descontentamento argentino, já que para o governo Kirchner, esse era um trabalho que cabia à Organização dos Estados Americanos (OEA). A fonte diplomática ouvida pelo "Clarín" ainda disse que Kirchner nunca teve uma boa relação pessoal com o Presidente brasileiro e que o Presidente argentino pensa que o Brasil quer ocupar quantos cargos houver nas organizações internacionais, seja na Organização das Nações Unidas (ONU), seja na Organização Mundial do Comércio (OMC), entre outras. Há algum tempo a Casa Rosada e o Palácio do Planalto brasileiro vêm se desentendendo sobre a criação de uma vaga permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU, já que, segundo a Folha, a Argentina não teria chance de ocupá-la. Tal fato, caracterizado pelo jornal O Globo como um dos principais conflitos entre os dois países, resultou numa reunião entre o ex-ministro da Defesa e embaixador José Viegas, designado pelo governo brasileiro a fazer uma turnê pela América do Sul na tentativa obter apoio à candidatura brasileira a membro permanente do CS da ONU, e o vice-chanceler argentino Jorge Taiana com a finalidade de discutir a reforma deste conselho. Apesar da tentativa, a Argentina, assim como o Uruguai e a Colômbia, afirmou que não apoiará a candidatura brasileira, no entanto, Viegas declarou que o Brasil conseguiu apoio dos outros nove países da América do Sul e que manterá sua posição de candidato. Além disso, Viegas alegou que, possivelmente, após a declaração do Brasil de apoio ao candidato uruguaio à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Uruguai apoiará o Brasil no CS e que a discordância argentina não é um fato concluído e pode mudar. De acordo com a Folha, o Itamaraty informou que o Presidente argentino deve comparecer à Reunião de Cúpula da América do Sul e dos Países Árabes, marcada para os dias 10 e 11 de maio em Brasília. Posteriormente, o mesmo foi confirmado pelo próprio Presidente Kirchner. Segundo O Globo, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirmou que o Brasil não tem a intenção de liderar, mas que, no entanto, faz fronteira com dez países e por isso não pode deixar de ter uma relação forte com eles. A Folha de S. Paulo informou que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu aos diplomatas brasileiros a necessidade de uma conversa direta com Kirchner durante a realização da cúpula, em Brasília. O agendamento da conversa está sendo organizado com cautela, com a preocupação de evitar a aparência de algo organizado em caráter de urgência.
Nesse ínterim, Lula vem se esforçando para acabar com o clima belicoso altamente expressado pela imprensa, tentando apaziguar as relações, já que a aliança com a Argentina, assim como o Mercosul, são estratégicos para o continente. Ademais, o Presidente brasileiro comentou que apesar das visões políticas divergentes entre os países sobre determinados temas, a relação harmoniosa entre estes em outros assuntos pode ser mantida. (Folha de S. Paulo – Dinheiro – 02/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 03/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 04/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 05/05/05; Folha de S. Paulo – Brasil – 06/05/05; Jornal do Brasil – Economia – 02/05/05; Jornal do Brasil – Internacional – 04/05/05; Jornal do Brasil – Internacional – 05/05/05; Jornal do Brasil – Internacional – 06/05/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 03/05/05; O Estado de S. Paulo - Nacional – 04/05/05; O Estado de S. Paulo - Nacional – 05/05/05; O Estado de S. Paulo – Nacional – 06/05/05; O Globo – Economia – 02/05/05; O Globo – O País – 03/05/05; O Globo – O País – 04/05/05; O Globo – O País – 06/05/05).

Folha anuncia investimento de US$ 723 milhões em aviões militares
Conforme divulgamos no Informe Brasil anterior, o jornal O Estado de S. Paulo informou que o governo brasileiro investiria US$ 698,7 milhões na compra de 12 aviões cargueiros C-295 e 8 aeronaves P-3 Orion, de patrulha marítima, que seriam modernizados no país pelo consórcio europeu EADS/CASA-HTA. Entretanto, no último dia 02, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que o grupo aeroespacial e de defesa europeu EADS anunciou que sua filial espanhola, a EADS CASA, já fechou o contrato com o Brasil, porém não no valor de US$ 698,7 milhões, anunciados anteriormente, e sim no valor de US$ 723 milhões. (Folha de S. Paulo – Dinheiro – 02/05/05).

Brasil participa de Conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear
De acordo com O Estado de S. Paulo, o diplomata Sérgio de Queiroz Duarte foi escolhido para presidir a 7ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), realizada em Nova York. Isso reflete o reconhecimento internacional que o Brasil assumiu nessa área e o desejo de afirmar a posição de liderança no campo da não-proliferação. Segundo o jornal, com a Conferência, o país terá que decidir se assinará o Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação, o qual estabelece um regime mais intrusivo de inspeções nas instalações nucleares, além de responder às pressões crescentes, principalmente dos Estados Unidos, em favor da suspensão do programa de produção de urânio levemente enriquecido, em Resende. A conferência reuniu os 189 signatários do TNP, com representação brasileira do embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. O Brasil pediu o fortalecimento e a ampliação do tratado, com o objetivo de serem eliminadas todas as armas atômicas, sem no entanto causar prejuízos nos programas de energia nuclear para fins pacíficos. Sardenberg também sugeriu para que as potências nucleares não signatárias - como a Índia, Paquistão e Israel – se unissem imediatamente ao pacto. (O Estado de S. Paulo – Internacional – 03/05/05; O Estado de S. Paulo – Internacional – 05/05/05).


Marinha ativa Comando na Amazônia
Segundo a Folha de S. Paulo, como parte da estratégia do governo federal de reforçar a presença militar na Amazônia ocidental, a Marinha do Brasil ativou, no último dia 4, o Comando do 9º Distrito Naval, com sede em Manaus. Com o novo Comando, a Marinha passa a ter o mesmo status político e militar do Exército e da Aeronáutica. As tropas e unidades militares, que antes eram subordinadas ao 4º Distrito Naval, passam agora a ter mais autonomia e agilidade para realizar operações navais no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, na qual a prioridade é o patrulhamento dos rios da fronteira do país. (Folha de S. Paulo – Brasil – 04/05/05).

Abin quer ampliar atuação na América do Sul
De acordo com O Globo, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pretende abrir escritórios na Venezuela, no Paraguai, na Bolívia e na Colômbia, além de retomar o intercâmbio de informações com a Dirección General de Inteligencia (DGI), a polícia secreta de Cuba. Segundo o diretor geral da agência, Mauro Marcelo Lima e Silva, o objetivo é trocar informações sobre assuntos comuns, como terrorismo, narcotráfico, tráfico de pessoas e falsificação de documentos. O órgão ainda estuda abrir representações na Europa e na Ásia, informou o jornal. Atualmente, a Abin possui escritórios na Argentina e nos Estados Unidos. (O Globo – O País – 04/05/05).

Brasil e Argentina realizarão intercâmbio de documentos da ditadura
Foi fechado um acordo de cooperação entre Brasil e Argentina, para o intercâmbio de arquivos relativos à ditadura militar em ambos os países. O secretário especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, foi o representante brasileiro responsável pelo acordo. O intercâmbio será de maneira que os governos repassem seus documentos sobre desaparecidos ou presos do outro país em seus territórios. Além disso, a Argentina fornecerá tudo sobre brasileiros e uma lista de todos que tem parentesco com brasileiros. (Folha de S. Paulo – Brasil – 05/05/05).

Cartilha é associada à repressão do período militar
A cartilha Politicamente Correto em Direitos Humanos, publicada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, que contém 96 palavras e expressões consideradas pejorativas e discriminatórias contra mulheres, negros, homossexuais, etc., divulgada na semana passada por O Globo, foi criticada pela professora de Ciência Política, Maria Celina D'Araújo, a qual comparou a elaboração da cartilha aos tempos de censura da ditadura militar. Para ela, o controle das palavras e expressões nas novelas, jornais, teatros, eram um recurso da ditadura militar. Na opinião do psicanalista Jorge Forbes, que também criticou a cartilha em sua essência, a vivacidade lingüística tem como principal característica a ampla liberdade de ser exercida. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 05/05/05).

Militares passam por simulações antes de irem para o Haiti
O início do treinamento das tropas do 57º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, que substituirão o atual contingente brasileiro na missão de paz no Haiti, foi marcado pelo realismo das simulações. A atuação dos militares contra os supostos saqueadores e incendiários, sob atuação dos soldados do Centro de Avaliação do Adestramento do Exército, acabou assustando muitas pessoas desavisadas que passavam pelo local. Embora fosse uma simulação e os armamentos estivessem com munição de festim, o caráter foi muito real devido ao violento enfrentamento. Segundo a Folha, os exercícios foram acompanhados por oficiais, a fim de avaliarem os militares. De acordo com O Globo, o treinamento de outra tropa do Exército provocou um protesto de moradores, que afirmaram que os militares do Comando Militar do Leste fecharam uma rua da cidade do Rio de Janeiro, impedindo a passagem destes moradores, que se revoltaram, e colocaram fogo em pedaços de madeira e numa Kombi que estava abandonada no local. Segundo a polícia, não houve feridos e a manifestação, que durou cerca de uma hora, fez com que o Exército liberasse a passagem dos moradores. (Folha de S. Paulo – Mundo – 05/05/05; O Globo – Rio – 06/05/05).

General relata as primeiras missões no Haiti e critica a ONU
A Folha noticiou alguns relatos feitos pelo general-de-brigada Américo Salvador de Oliveira, da brigada brasileira de força de paz, em sua palestra na feira de defesa Latin America Aero & Defense (LAAD), realizada no Rio de Janeiro. Segundo ele, as primeiras tropas brasileiras que chegaram ao Haiti, para o cumprimento da missão de paz, foram atrapalhadas pela burocracia e confusão por parte da Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos exemplos refere-se ao fato de a ONU ter feito a brigada brasileira a mudar seu quartel-general por três vezes em seis meses. Além disso, as tropas brasileiras foram desdobradas em sete locais diferentes, onde realizaram mais missões do que as esperadas, devido à demora na chegada do resto do contingente. A ONU, como afirmou o general, também falhou ao não cumprir a promessa de fornecer alojamentos de alvenaria para a tropa. Outro fato destacado é que a ação das tropas de paz também foi prejudicada pela missão civil da ONU, que demorou a fazer obras de infra-estrutura e ações sociais. Devido a tais problemas de infra-estrutura enfrentados no Haiti, o Exército decidiu enviar mais tropas de engenharia no lugar de infantes. Outra medida que deveria ser tomada é a maior padronização do equipamento enviado, como veículos e armas, o que facilitaria sua operação e manutenção. (Folha de S. Paulo – Mundo – 05/05/05).

Angola pretende comprar equipamento militar brasileiro
O governo angolano mostrou-se interessado em implementar um amplo programa de modernização das Forças Armadas de seu país, por meio da compra do que o Presidente da Angola, José Eduardo dos Santos, chamou de "compra direta dos bons serviços e equipamentos militares brasileiros". Angola quer comprar de oito a doze aviões Supertucano Emb-314 de ataque leve e quer modernizar cerca de 400 caminhões EE-25 e 18 blindados Urutu EE-11, os quais são fabricados há pelo menos 20 anos pela extinta empresa brasileira de armamentos militares Engesa. A aviação de Angola opera um esquadrão de treinamento e reconhecimento armado formado por seis aviões Tucanos, que foram produzidos pela Embraer há 20 anos. Os turboélices passariam por uma revisão e por atualização parcial de sua tecnologia embarcada dentro do mesmo pacote envolvendo a compra dos oito a doze Supertucanos Emb-314. De alta sofisticação eletrônica, esses aviões poderiam atuar integrados aos caças MiG angolanos, que estão sendo revitalizados na Ucrânia. Outra possibilidade de negócios discutida na agenda reservada da visita de José Eduardo dos Santos ao Brasil envolve a atualização de 500 blindados adquiridos da ex-União Soviética. A lista de compras relaciona também fuzis de assalto, fardas, coturnos, sistemas de radiocomunicação, veículos leves para todo terreno e embarcações de patrulha. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 06/05/05).

Forças Armadas farão segurança da Reunião de Cúpula da América do Sul e dos Países Árabes
A partir do dia sete de maio, o Brasil movimentará um contingente de nove mil homens destacados para cuidar da segurança da Reunião de Cúpula da América do Sul e dos Países Árabes, que se realizará em Brasília, capital federal, nos dias 10 e 11 de maio. Os soldados do Exército iniciaram os ensaios das operações no dia cinco de maio, na área próxima ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde ocorrerá a abertura do evento.No total, devem participar da Cúpula as delegações dos 11 outros países sul-americanos e dos 22 membros da Liga Árabe. No dia oito, a reunião de cúpula será precedida por uma reunião de chanceleres, no Palácio Itamaraty, que estará especialmente protegido por militares da Marinha. De acordo com a Coordenação de Segurança da reunião de cúpula, que é conduzida pelo general Orlando Pamplano, comandante da 3.ª Brigada de Infantaria Motorizada do Comando Militar do Planalto, dos 9 mil homens mobilizados, 3.250 são do Exército, 750 da Marinha, 400 da Força Aérea, 700 da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e 3.100 da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, que é composta das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. A área do evento será isolada por meio de policiamento ostensivo e velado, para os quais serão usados equipamentos eletrônicos. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 06/05/05).

Ministro-chefe da Casa Civil defende construção de Angra 3

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, defendeu a conclusão da usina nuclear de Angra 3, durante o programa Diálogo Brasil, apresentado pela TV Nacional, como fez no Conselho Nacional de Política Energética, e ressaltou que atualmente não há mais desconfiança em relação aos objetivos brasileiros em desenvolver energia nuclear, que é necessário medidas rigorosas de segurança ambiental em tal área, mas que também é preciso ampliar a matriz energética brasileira. (O Estado de S. Paulo – Nacional – 06/05/05).
 

 

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