|
|
Observatório de Política Externa
Brasileira
Agosto 2005
Apreciacion estrategica:
El presente informe de la politica exterior brasileña pone en evidencia la
crisis estructural del Mercosur cuando se llega al terreno de las realidades
concretas. En principio esta claro que el pool de países africanos pero también
la Argentina han hecho lo posible para que el Brasil no obtenga su puesto de
privilegio en el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas. Simultáneamente el
Brasil y la Argentina se libran a un amable contencioso de medidas
proteccionistas pero que en el caso del Brasil se hacen efectivas también hacia
China, país con el que tanto la Argentina como el Brasil apuntaban a establecer
una alianza de carácter estratégico al menos en la declamación de los
protocolos.
También las jugadas independentistas de Hugo Chavez encuentran su límite en una
diplomacia unipersonal pero muy alejada de una política de bloque. Brasil ,sin
embargo, sigue interesado en mantener su relación privilegiada con África y las
crisis que vive la imagen de Lula no alteran mínimamente los ejes directrices de
Itamaraty. Un detalle que no puede escapar a los observadores, pese a la nutrida
concurrencia de los miembros de las FARC y del señor Javier Calderón en Brasil
el problema que se plantea sobre la inconveniencia o no de dar asilo político a
miembros de las guerrillas colombianas, es un tema que fraternalmente ha sido
transferido a la Argentina.
Una demostración mas que la jugada del bloque da suma cero si se la compara con
los intereses nacionales en juego.Y en pugna.
LOS DATOS :
Candidatura brasileira à vaga permanente no Conselho de Segurança sofreu duas
derrotas
A candidatura brasileira a um assento permanente no Conselho de Segurança (CS)
da Organização das Nações Unidas (ONU) sofreu duas derrotas nesta semana. No
primeiro caso, a União Africana (UA) rejeitou o pedido de apoio à proposta de
reforma do Conselho elaborada pelo G-4, formado por Alemanha, Brasil, Índia e
Japão, optando por ratificar o seu próprio plano de reforma. A decisão
provavelmente impossibilitará ambas as propostas de alcançar os 2/3 dos votos,
necessários para sua aprovação. Apesar da derrota, o chanceler brasileiro, Celso
Amorim, ressaltou que “a reforma é uma necessidade, mas o processo ainda está em
evolução” e que o país continuará com todos os países, inclusive os africanos. A
segunda derrota à pretensão brasileira foi um acerto entre os Estados Unidos e
China para fazer um esforço conjunto para impedir a aprovação da proposta do
G-4. O presidente Lula, por sua vez, defendeu a participação dos países em
desenvolvimento como integrantes definitivos do CS durante almoço com o
presidente da Gâmbia, Yahia Jammeh, no Brasil. Na ocasião, Jammeh manteve o
apoio à proposta do G-4, em oposição à decisão da UA.
Peru assina contratos que permitem construção de estrada interoceânica
O presidente do Peru, Alejandro Toledo, ratificou os contratos que permitem a
construção da estrada interoceânica, que passará também por regiões do Brasil e
da Bolívia. Esse projeto faz parte da Iniciativa de Integração Regional Sul-Americana
(IIRSA) e requerirá um investimento superior a U$1 bilhão. As obras começarão no
final de agosto e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou
presença na cerimônia de inauguração.
Chávez diz que vai importar dutos do Brasil
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou ontem que empresas brasileiras
e venezuelanas preparam um acordo estratégico para que uma fábrica do Brasil
produza dutos para o transporte de petróleo. Chávez destacou ainda que
futuramente as empresas de ambos os países pretendem exportar tais dutos para
diversas partes do mundo. Para o presidente venezuelano, o acordo seria marco de
uma organização internacional de empresas recuperadas, que foram abandonadas por
seus donos durante a época neoliberal, e retomadas por seus trabalhadores.
Atualmente, esses dutos são importados dos Estados Unidos.
Argentina quer compensação pelo uso de suas estradas
Nas próximas semanas, chanceleres do Brasil, do Chile e da Argentina devem
reunir-se para discutir as reivindicações feitas por este último país. Os
argentinos querem uma compensação pelo uso que brasileiros e argentinos fazem de
suas estradas para o transporte de cargas em caminhões. A reclamação tem
embasamento no Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre, que prevê uma
justa compensação pelo uso da infra-estrutura do país transitado, nos casos de
trânsito em terceiros países.
Furlan visitou a Nigéria com vistas a reverter déficit comercial com o país
Em visita à Nigéria, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, tomou
medidas para tentar reverter o déficit comercial do Brasil com o país. Para
isso, Furlan pretende dar aos exportadores brasileiros uma garantia adicional de
recebimento das vendas que fizerem para os nigerianos. Nos anos 70 e 80, a
Nigéria recusou-se a pagar negócios realizados com o Brasil. Assim, parte do
pagamento feito pela Petrobrás pela compra de petróleo bruto ficaria retida até
que o produto fosse recebido. Além disso, o governo brasileiro também pretende
abrir uma linha de financiamento para estimular as vendas de máquinas,
equipamentos e obras de infra-estrutura à Nigéria. Aproveitando o interesse
nigeriano em investimentos, o Brasil pretende barganhar a abertura de mercados,
alertando que pode buscar outras alternativas de importação de petróleo caso não
consiga reverter ao menos parte do déficit comercial.
Chávez visitou Lula em Brasília
Em visita aos países do Cone Sul, o presidente venezuelano, Hugo Chávez,
encontrou-se com o presidente brasileiro no dia 04 de agosto em Brasília para
manifestar apoio a Lula, num momento em que enfrenta denúncias de corrupção que
atingem o governo e seu partido. Temas bilaterais e questões de interesse comum
nos planos regional e internacional também foram discutidos, bem como os avanços
dos diversos acordos de cooperação entre os governos e empresas dos dois países.
Os acordos envolvem negócios nas áreas de exploração de petróleo e gás,
petroquímica, mineração, produção de etanol, além de projetos de
infra-estrutura.
Brasil adotou medidas para proteger-se da concorrência chinesa
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu adotar medidas para proteger a
indústria nacional das importações da China. Uma delas refere-se à elevação da
tarifa de importação de quatro tipos de calçados mais comprados pelo Brasil e a
segunda consiste na imposição de uma sobretaxa antidumping específica para os
chineses nas importações de pneus de bicicleta. O ministro do Desenvolvimento,
Luiz Fernando Furlan, visitará a China em setembro para negociar a adoção de
salvaguardas contra as exportações chinesas para o Brasil. Segundo o ministro, a
idéia é estabelecer uma cota para as vendas chinesas à Europa.
Argentina reclamou de invasão de toalhas brasileiras
Em reunião na Câmara de Produtores de Toalhas, os fabricantes argentinos
acusaram os empresários brasileiros de quererem dominar o mercado e rejeitaram
seus pedidos de aumentar a participação do produto brasileiro no mercado do país
vizinho de 60% para 70%. Os empresários argentinos alegam também que os preços
das toalhas brasileiras chegam ao país com preços 20% inferiores aos dos
similares nacionais, o que acaba afetando negativamente a produção e
concorrência argentinas.
|
|