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Observatório de Política Externa Brasileira -Nº 65
Septiembre 2005
Como era previsible tanto la burguesía paulista como la argentina coinciden en
poner limites a las exportaciones chinas, luego de rimbombantes declaraciones
relativos a acuerdos estratégicos y a una alianza periférica de países con alta
tasa demográfica – China e India –que apuntan a ser el vector mas dinámico de la
economía de este siglo.
En esta lucha de gigantes – en verdad solo Brasil cuenta - el pigmeo argentino
no solo no puede impedir el éxodo de su empresariado hacia el Brasil sino que
debe recurrir a medidas proteccionistas contra los propios socios brasileños.
Cuando surgió lo de China advertimos que no era casual. Señalamos que China
operaba con planificación estratégica a treinta años - como el GLOCAL japonés
- y que el acuerdo con ese enorme país era viable en la medida en que las
empresas argentinas actuaran con criterios de joint-venture, ocupando espacios
en donde la capacidad tecnológica argentina continua siendo comparativamente
interesante y no transformarnos en simples vendedores de commodities al gran
mercado.
Pero para eso hace falta una clase dirigente empresarial activa, dinámica,
intelectualmente ávida, menos interesada por las imbecilidades del fútbol y con
un criterio de capitanes de industria que hizo grandes a las naciones
genuinamente guerreras en el mundo del capitalismo avanzado.
Pero en la base de esta estrategia incompleta se encuentra el fracaso
estruendoso del Mercosur. China con o son proteccionismo local continuara su
inteligente política de alianzas, proseguirá su espectacular crecimiento
económico y apuntara a consolidar sus relaciones con Rusia. Las exitosas
maniobras militares desarrolladas entre los dos países – de las cuales no se
habla en este informe brasileño – revela la sofisticación de la estrategia
desarrollista de Beijing.
La Argentina fallida sigue jugando a las fintas políticas, sigue pensando que
alguna guerra ignota resolverá sus problemas y sigue preocupándose por las
grandes causas - Irak, los problemas de los terrorismos vasco o colombiano con
las persistentes declaraciones de un cancillería hipnotizada en su engolado
ensimismamiento.
Brasil e Argentina se unem para enfrentar as importações da China
Brasil e Argentina discutirão as importações de produtos chineses, e, caso seja
detectada uma invasão de produtos do país asiático que ameace algum setor da
produção nacional de ambos, medidas conjuntas poderão ser tomadas. Entre elas
figura a aplicação de salvaguardas comerciais ou licenças não-automáticas, algo
que ainda depende de acordo entre os principais sócios do Mercosul.
Brasil critica estudo do Banco Mundial sobre sua produção sucroalcooleira
O governo brasileiro, juntamente com usineiros, está se preparando para reverter
o teor de um esboço de estudo do Branco Mundial sobre a política de subsídios da
produção sucroalcooleira do Brasil. Segundo o relatório, que será apresentado em
uma conferência, a utilização do álcool como combustível, no Brasil, só foi
possível devido à concessão de subsídios e ao desrespeito a questões ambientais,
fundiárias e trabalhistas. Pelo teor das críticas, se o relatório não for
mudado, será extremamente desencorajador para outros países que pretendem adotar
programas semelhantes.
Lula recebeu mandatário do São Tomé e Príncipe
Em discurso, proferido por ocasião da visita oficial do presidente de São Tomé e
Príncipe, Fradique de Menezes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a
necessidade de haver união entre os países para a superação de crises políticas.
"A coesão entre os governos da região, em cooperação com a comunidade
internacional, pode oferecer respostas aos múltiplos problemas da África",
ressaltou Lula.
Máquinas e têxteis são alvos de disputas entre Brasil e Argentina
Durante reunião de monitoramento bilateral entre Brasil e Argentina, o governo
brasileiro queixou-se da importação de máquinas e equipamentos rodoviários e da
imposição do país vizinho de valores de referência para a compra de têxteis.
Essas medidas foram vistas pelas autoridades brasileiras como mecanismos de
salvaguarda do governo argentino uma vez que dificultam a entrada de produtos
originários do Brasil. A Argentina também mostrou interesses em adiar o livre
comércio de automóveis entre os dois países, previsto para começar em janeiro de
2006.
Estados Unidos sobretaxam suco de laranja
Depois do anúncio feito pelos Estados Unidos, dia 17 de agosto, de que
sobretaxariam as importações de suco de laranja brasileiro devido a práticas
desleais, o Itamaraty emitiu nota considerando o fato lastimável. Segundo o
Ministério, o processo que levou a aplicação de tarifas antidumping será
analisado pelo governo, conjuntamente com o setor privado, a fim de verificar se
os procedimentos seguiram as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). A
imposição de sobretaxas de até 60,29%,ainda que provisória, somadas à tarifa já
existente de US$ 418 por tonelada, praticamente inviabilizam as vendas do
produto ao mercado norte-americano.
Brasil estuda entrar com ação na OMC contra subsídio ao arroz dos EUA
Os subsídios norte-americanos ao arroz podem ser o novo alvo de uma disputa
entre Brasil e Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Uma vez
que não há volumes significativos de vendas externas do arroz brasileiro, a
idéia é buscar parcerias com grandes exportadores do grão, como Uruguai e
Tailândia, e atuar apenas como coadjuvante. Entretanto, o governo brasileiro
hesita em entrar com a ação diante da pequena participação dos Estados Unidos no
mercado internacional de arroz e da fragmentação do mercado do produto. A
decisão sobre a disputa dependerá das propostas norte-americanas na Rodada de
Doha em Hong Kong, em dezembro, e do comportamento do mercado nos próximos
meses. Caso haja depreciação no preço do grão, o Brasil deve efetivar a ação. O
chefe de coordenação geral de contenciosos do Ministério das Relações
Exteriores, Roberto Azevedo, informou que o Itamaraty também estuda acionar a
OMC em relação a outros produtos, como a soja e o café solúvel.
Brasil firmou acordo de medicamentos com a Argentina
Os ministros da Saúde do Brasil, Saraiva Felipe, e da Argentina, Ginés González
García, assinaram em Buenos Aires, no dia 22 de agosto, um protocolo de
intenções para cooperação na área de medicamentos. O acordo prevê a realização
de pesquisas, a comercialização e a fabricação conjunta de remédios para o
tratamento da AIDS e do mal de Chagas, entre outras doenças. Além disso, os dois
países trocarão tecnologias na produção de fármacos, como o compartilhamento de
conhecimentos em anti-retrovirais. O objetivo principal do acordo é diminuir os
custos do tratamento destas doenças nos dois países.
Brasil deverá reiniciar disputa contra UE
O Brasil deve relançar sua disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC)
contra os europeus na questão dos subsídios ao açúcar. No início de 2005, os
árbitros internacionais decidiram que a política de subsídios da União Européia
deveria ser alterada sem, entretanto, estipular um prazo para isso. Diante da
falta de iniciativa dos europeus, o Itamaraty pediu que a organização realize
uma nova arbitragem e estipule um prazo para a regularização do apoio aos
agricultores de Bruxelas, sob ameaça de retaliação no caso de não cumprimento. A
UE passou os últimos dias vetando os nomes dos árbitros que realizariam a
avaliação. O Brasil agora ameaça pedir a intervenção do diretor da OMC, Supachai
Panitchpakdi, para que seja escolhido um árbitro.
Missão brasileira no Haiti deverá sofrer mudanças
Em visita ao Brasil, o diplomata chileno Juan Gabriel Valdés, enviado especial
da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Haiti, elogiou a atuação do general
brasileiro Augusto Heleno Pereira, que entregou seu cargo à organização. Para
Valdés, as tropas da ONU lideradas pelo Brasil deveriam permanecer no país
caribenho por mais quatro anos, uma vez que a situação institucional ainda não
está consolidada. Em setembro, a missão deve sofrer mudanças com o objetivo de
reforçar a segurança da capital, Porto Príncipe, em vista das eleições
presidenciais. O comando dos capacetes azuis será unificado e ficará nas mãos de
um general jordaniano. O Brasil por sua vez, continuará no comando militar. O
general gaúcho Urano Teixeira Matta Bacellar deve assumir o cargo no lugar de
Heleno Pereira. O recrutamento de cerca de mais 750 jordanianos fará com que o
número de soldados da Jordânia ultrapasse os do Brasil.
Brasil enviou equipe para ajudar na consolidação do judiciário do Timor Leste
O Brasil enviou uma equipe para ajudar na consolidação do sistema judiciário do
Timor Leste. Formada por uma juíza, por um promotor de Justiça e por dois
defensores públicos, a equipe permanecerá no país por 12 meses, onde, além de
auxiliarem no treinamento e capacitação de todo o corpo judiciário local,
atuarão na Justiça timorense. O projeto custará cerca de R$ 1 milhão a serem
divididos entre o governo brasileiro, o governo do Timor Leste e o Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o embaixador brasileiro
Carlos Alfonso Iglesias, que coordena o projeto de cooperação Brasil-Timor
Leste, o projeto é uma demanda do governo timorense e de organismos
internacionais que lá atuam.
Empresários apresentaram proposta de limitação de subsídios ao Itamaraty
Empresários rurais brasileiros propuseram ao Itamaraty uma nova forma de limitar
os subsídios dos países ricos a seus produtos agrícolas. Pela proposta, um país
não seria autorizado a exportar sua produção se esta recebesse subsídios
distorcivos. O limite para tal seria apenas a definição se tais subsídios
causaria ou não "sérios prejuízos" aos demais exportadores de produtos
agrícolas. O setor quer evitar que o governo brasileiro assine um acordo durante
a conferência ministerial da OMC em Hong Kong, no final do ano, que tenha
efeitos limitados no que se refere ao corte de subsídios nos países ricos.
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