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Observatório de Política Externa Brasileira
Septiembre 2005
Apreciación: las relaciones con China , los problemas de dumping y la
iniciativa de retomar él dialogo de bloque a bloque con la Unión Europea parecen
ser los objetivos de la diplomacia lusitana en este periodo. También las
contradicciones entre Bolton ,nuevo representante americano ante la organización
, y la tirantez vigente entre la actual administración , americana y las
Naciones Unidas son elementos cardinales que el informe diplomático resalta.
China quer reduzir voluntariamente suas exportações para o Brasil
Em correspondência enviada ao ministro brasileiro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o ministro chinês do
Comércio, Bo Xilai, manifestou o desejo de seu país em auto-limitar suas
exportações para o Brasil. O secretário interino de Comércio Exterior, Armando
Meziat, ressaltou ser necessário que os setores prejudicados pelas importações
do país asiático enviem, ao Ministério, dados que comprovem os danos à indústria
local. Para que seja, então, decido qual será o nível dessa limitação voluntária
em um acordo entre os dois países. Entre os setores que já entregaram tais dados
estão os de cerâmica, brinquedos e calçados, enquanto que o de têxteis e de
máquinas e equipamentos ainda estão em fase de coleta. Contudo, Meziat reiterou
a disposição do gobernó brasileiro em implementar mecanismos de salvaguardas
contra importação de alguns produtos chineses. O tema foi tratado em reunião
entre o ministro Furlan e representantes de alguns dos setores que se consideram
perjudicados no dia 30 de agosto. De acordo com Meziat, a iniciativa de Pequim
representa "uma forma de estreitar as relações bilaterais" e não possui nenhuma
relação com o fato de o Brasil regulamentar as salvaguardas.
Amorim mostrou otimismo em relação às eleições haitianas
Durante a reunião extraordinária do Grupo do Rio, os chanceleres dos
países-membros assinaram um documento em que se comprometeram a buscar uma
"solução democrática duradoura" para a questão do Haiti. O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, foi positivo ao falar das eleições que ocorrerão em
dezembro no país caribenho. "Após as eleições de dezembro no Haiti, haverá um
governo com muito mais legitimidade para avançar em questões como o diálogo
nacional, a reconstrução e planos de desenvolvimento", disse Amorim.
Brasil e UE serão arbitrados por indiano na OMC
O Brasil, em conjunto com Tailândia e Austrália, chegou a um consenso com a
União Européia (UE) sobre a arbitragem da questão que travam na Organização
Mundial do Comércio (OMC). O indiano A. V. Ganesan foi escolhido para decidir
quanto tempo Bruxelas terá para cumprir as determinações de reducir os subsídios
ao açúcar, impostas pela entidade e deeescumpridas pelos europeus.
Mercosul e UE voltaram a negociar
Brasil e Mercosul retomaram as negociações com a União Européia (UE) com a
intenção de criar um acordo comercial entre os dois blocos. As negociações
haviam sido interrompidas em outubro de 2004, quando os blocos não conseguiram
chegar a um acordo. Os principais temas a serem discutidos são a abertura do
mercado brasileiro para os europeus nos setores automotivos e de serviços
financeiros e melhores ofertas na liberalização do setor agrícola por parte dos
europeus. Os ministros de Relações Exteriores, Celso Amorim, e do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan,
representam o Brasil.
Parlamentares brasileiros irão discursar na ONU
Durante a 2a Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos, que ocorrerá na
sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, de 7 a 9 de setembro,
dois políticos brasileiros irão discursar. O presidente do Senado, Renan
Calheiros, aproveitará a oportunidade para divulgar a realização do primeiro
referendo no mundo sobre desarmamento e para exaltar o avanço da democracia
representativa no país. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, por sua
vez, falará sobre a crise política pela qual o Brasil vem passando. Em um evento
marcado no Conselho das Américas, Severino fará o mesmo discurso para um grupo
de empresários, ressaltando a capacidade das instituições do país de superar a
crise, na tentativa de tranqüilizá-los.
Mercosul poderá processar EUA na OMC
Os países do Mercosul, mais especificamente, Brasil, Uruguai e Argentina, estão
estudando a possibilidade de abrir uma ação na Organização Mundial do Comércio
(OMC) para derrubar os subsídios à produção de arroz nos Estados Unidos. O
Itamaraty, o Ministério da Agricultura, a Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA) e rizicultores do sul do país querem antes se munir de dados que
garantam segurança técnica e jurídica para que os países sul americanos não
sejam derrotados. Caso o processo seja instaurado, será a primeira vez que o
Mercosul entrará unido em uma ação na OMC.
ONU avaliará políticas de direitos humanos, civis e políticos do Brasil
Entre outubro e dezembro de 2005, técnicos da Organização das Nações Unidas
(ONU), visitarão o Brasil a fim de avaliar as políticas postas em prática pelo
governo quanto ao respeito pelos direitos humanos no país. A primeira visita
será a do relator especial sobre racismo, Doudou Diene, que avaliará a questão
da discriminação, averiguando se o governo atual colocou em prática os planos
que anunciou no começo de sua gestão. A representante especial da entidade, Hina
Jilani, avaliará a situação dos defensores de direitos humanos no país. O
governo ainda terá que apresentar um dossier sobre o que tem feito no que se
refere aos direitos civis e políticos. A expectativa da ONU é que as
organizações não-governamentais que atuam no país também façam uma avaliação
sobre a questão, para não depender apenas das palavras do governo. A partir das
informações que coletar, a entidade publicará uma avaliação sobre o Brasil e
fará recomendações necessárias ao governo.
Furlan anunciou propostas para estimular exportações
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan,
anunciou medidas que serão propostas por seu Ministério aos ministros da área
econômica com a intenção de fomentar as exportações. Entre as propostas estão a
redução da tributação sobre as exportações, financiamentos e câmbio. Entretanto,
para serem efetivadas, será necessária regulamentação por parte de outros
ministérios.
Novo presidente da OMC tomou posse
O francês Pascal Lamy assumiu a presidência da Organização Mundial do Comércio
(OMC) dia 01 de setembro. Eleito em um processo que contou com outros três
candidatos, dentre eles o brasileiro Luiz Felipe de Seixas Corrêa, Lamy
permanecerá no cargo por cinco anos e substitui o tailandês Supachai
Panitchpakdi. O principal desafio de Lamy é concluir a Rodada Doha e implementar
regras mais favoráveis ao desenvolvimento dos países pobres. Em dezembro
acontecerá a conferência ministerial da organização em Hong Kong. Entretanto, o
impasse entre abertura dos mercados agrícolas por parte dos países desenvolvidos
e abertura nos setores industriais e de e serviços por parte dos em
desenvolvimento seguem dificultando as negociações de liberalização do comércio
global.
Argentina restringiu entrada de calçados brasileiros
O ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, anunciou a implementação de
medidas protecionistas contra as importações de calçados brasileiros, dia 30 de
agosto. Entre as medidas está a aplicação de licenças não-automáticas para a
importação do produto. Assim, argentinos que pretendam importar necessitarão de
autorização do governo para comprar o produto. Segundo autoridades argentinas, o
Brasil está de acordo com as medidas, uma vez que o acordo negociado com os
empresários brasileiros, no ano passado – para restringir as exportações de
calçados ao país vizinho - não foi cumprido. O secretário-executivo do
Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, afirmou, no dia 31 de agosto, que o
estabelecimento das licenças não-automáticas para a importação de calçados faz
parte de um acordo fechado em julho entre Brasil e Argentina. O ministro das
Relações Exteriores, Celso Amorim, por sua vez, não quis comentar a questão, e
declarou apenas que os problemas referentes ao comércio bilateral têm sido
tratados de forma positiva.
EUA atravancaram as negociações para a reforma da ONU
Os trabalhos de elaboração do documento que trata da reforma da Organização das
Nações Unidas (ONU), a ser discutido por 175 chefes de Estado e de governo em
Nova York, entre os dias 14 e 16 de setembro, foi emperrado pelos Estados
Unidos. O embaixador americano na oganização, John Bolton, paralisou o processo
recomendando que as negociações reiniciem do zero ou que o documento seja
emendado com mais de 700 correções. Entre as alterações mais polêmicas propostas
pelos EUA estão: a supressão das referências ao Protocolo de Kyoto, ao Tribunal
Penal Internacional e às Metas do Milênio; a não-obrigação de renúncia de
armamentos nucleares pelas potências que já os possuem e o fim do veto no
Conselho de Segurança para intervenções militares que tenham como objetivo
impedir um genocídio. Os EUA não concordam, também, que o respeito à natureza
tenha de ser um dos compromissos reafirmados pelos chefes de Estado.
Lula falou de sua política externa em formatura do Instituto Rio Branco
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou sobre alguns pontos da política
externa durante a cerimônia de formatura de novos diplomatas do Instituto Rio
Branco. O presidente apontou as conquistas na Organização Mundial do Comércio
(OMC), defendeu a política de ajuda financeira a países da América Latina
através de empréstimos do BNDES, como os já liberados para a Bolívia, destacou a
relação com os Estados Unidos e a União Européia e afirmou que o Brasil estuda
adotar salvaguardas contra as importações chinesas. Por fim, Lula comemorou os
números da política externa e da econômica, dizendo que está sendo projetado lá
fora o êxito econômico que o país está tendo internamente.
Integrante da missão brasileira em Londres fez declarações
O subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, integrante da missão
brasileira que esteve em Londres para acompanhar a apuração das circunstâncias
da morte do eletricista Jean Charles de Menezes deu declarações dia 31 de
agosto. Gonçalves afirmou que a missão continuará acompanhando a apuração da
Comissão Independente de Queixas sobre a Policía (IPCC), de Londres, e
pressionando contra o arquivamento do processo antes do término das
investigações. A missão brasileira deverá retornar a Londres mais uma vez antes
de dezembro, quando será divulgado o relatório final da apuração.
Novo general brasileiro assumiu comando de tropas no Haiti
O general do Exército brasileiro Urano Teixeira Bacellar substituiu ao também
brasileiro, general Heleno Ribeiro, no comando da Missão de Paz das Nações
Unidas no Haiti. Ribeiro assegurou que sua decisão de deixar o comando das
tropas no Haiti não foi influenciada por críticas de que os soldados não estavam
conseguindo enfrentar as gangues de Porto Príncipe, cuja ação ameaça as eleições
marcadas para o fim do ano.
Brasil tentará vender álcool para a Alemanha
Empresários brasileiros se reúnem na próxima semana com dirigentes das
montadoras wolkswagen, Audi e BMW, na Alemanha, para discutir a substituição do
aditivo usado na gasolina pelo álcool. Os brasileiros vão expor a vantagem da
mistura de 5% de álcool à gasolina, o que resultaria na queda de 4% na emissão
de poluentes, e informar da disposição de São Paulo em
exportar o combustível.
Celso Amorim criticou atuação da imprensa brasileira
Durante exposição sobre política externa na Comissão de Relações Exteriores do
Congresso, dia 31 de setembro, o chanceler Celso Amorim rebateu críticas que vem
sofrendo por parte da imprensa brasileira. Amorim classificou como
sensacionalistas muitas das críticas recebidas pela realização da cúpula América
do Sul - Países Árabes, que aconteceu em Brasília em maio deste ano.O ministro
apresentou-se ressentido, pois declarou acreditar que a imprensa brasileira não
apóia as investidas da política externa, divulgando informações contraditórias.
Amorim aproveitou a oportunidade para dizer que o que mais prejudica a política
externa brasileira é o baixo orçamento do Ministério, que gera débitos em
organismos internacionais, como na Organização das Nações Unidas (ONU).
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