La mayor parte de los diarios brasileños señalan la preocupación militar por el sobrearmamento venezolano. Sostienen que hacia el 2012 el gobierno de Chávez podría convertirse en la primera potencia militar del subcontinente en términos relativos.
Esto explica en parte la búsqueda de sistemas de armas modernos por parte del Brasil, la modernización de su flota de superficie-incluyendo la botadura de un submarino nuclear – y la necesidad de robustecer su poder aéreo.
En realidad todo este cuadro de hipótesis de tensión en el mediano plazo no estaba previsto porque ningún país sudamericano se planteaba una hegemonía militar. En el caso de Chávez se presentan alternativas tradicionales que apuntan a previsibles crisis geopolíticas. Un agresivo liderazgo unipersonal, un ejercito de tierra compacto detrás del mismo, una movilización social de apoyo al régimen bastante importante y alianzas internacionales estratégicas con países cáusticamente heterodoxos en materia de seguridad internacional en países periféricos.
Irán, Corea del Norte y allá lejos la dupla intercambiable dialécticamente formada por China y Rusia en donde, como en un juego de espejos, uno de ellos juega alternativamente al desestabilizador y el otro al conservador, mientras ambos persiguen sistemáticamente sus objetivos nacionales.
En este esquema dinámico la Argentina no esta .
Heredera de la indefensión de los 90 – se especuló demasiado con la resolución de los conflictos por vía de la complementación económica o las retorcidas alquimias del artefacto mercosuriano que ni siquiera ha podido evitar la crisis ecológica con el Uruguay, al tiempo, no tiene política militar alguna hacia el exterior.
En verdad tampoco tiene una política exterior definida salvo en el tema de los Derechos Humanos-algo muy similar a lo que desarrolló Israel con la SHOA en los 60 y cierta irrefutable grandilocuencia multipolar en términos antibushianos que amalgama el pensamiento políticamente correcto de las Naciones Unidas al antiimperialismo militante de una izquierda a la búsqueda de identidad frente al capitalismo y- sobre todo- frente a la crisis del Estado nación.
También a una curiosa e hiperracionalista defensa de los recursos naturales por vía militar.
El agua es el eje del asunto.El agua.En un escenario de ciencia ficción que al decir de un agudo e inteligente analista de política internacional que escribe frecuentemente en esta pagina, el estado de California, que acaba de importar icebergs del Canadá para paliar su insuficiencia de agua, debería ya mismo pedir el auxilio de la 82 División Aerotransportada-the big red one - para defender su patrimonio territorial frente a la invasion de hordas sedientas extrapoladas desde cualquier parte del mundo.
Y al claro desinterés de multinacionales como Perrier que al parecer no están siquiera pensando las posibilidades de establecer el precio del barril de agua y las posibles formas de venta en el futuro ya que analizan sesudamente con el Pentágono la construcción de tanques ,submarinos,robocoops súper entrenados y helicópteros de ataque.
Pero es mejor pensar todas estas fantasías inocuas en los términos bélicos del juego del TEG.
Veamos la síntesis de los diarios brasileños.
Strategicos.
Conforme divulgaram os jornais Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, ao observar o plano de modernização das Forças Armadas promovido pelo presidente venezuelano Hugo Chavéz, o presidente Luís Inácio Lula da Silva autorizou o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, a dar início ao projeto FX-2 e comprar 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), que atualmente possui menos de 40% de sua frota capacitada para voar. O presidente Chavéz, além de investir em aviões de combate, submarinos, lançadores de mísseis, radares tridimensionais e fábricas para o desenvolvimento do sistema de defesa, quer, ainda, contar com alguma capacidade nuclear para geração de energia elétrica. Segundo os jornais, Chavéz declarou que pretende financiar sua escalada militar pela valorização do petróleo, visto que a Venezuela é o terceiro país exportador do produto na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Um ex-governador de Estado da Venezuela acredita que em 10 ou 12 anos, os esforços de Chavéz valerão à pena e ele poderá se tornar o líder da mais poderosa potência militar da América do Sul. A Folha de S. Paulo obteve informações que indicam que os oficiais superiores das Forças Armadas brasileiras utilizaram-se dessa situação venezuelana para alertar sobre a necessidade do reaparelhamento brasileiro. Preocupado com esta possibilidade, o Brasil, que hoje ocupa a posição de maior potência militar da América do Sul, precisaria investir em suas três Forças para evitar a perda de poder dissuasório, principalmente para Venezuela e Chile. No entanto, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou à Folha de S. Paulo que os investimentos em armas e equipamentos para as Forças Armadas não possuem relação com o a compra de armamentos pela Venezuela, negando também a hipótese do Brasil intervir em países vizinhos. Jobim afirmou que as compras iniciais terão como preferências os pacotes de transferência de tecnologia, de forma a fomentar uma política industrial para o setor de defesa. “Queremos um plano estratégico de defesa nacional que precisa estar vinculado ao desenvolvimento nacional, ligando a questão a toda a política industrial e à criação de um parque industrial de defesa”, afirmou o ministro. Inicialmente contando com US$ 2,2 bilhões, o projeto FX-2 visa à criação de tecnologia nacional independente. Outro projeto em andamento na Força Aérea Brasileira (FAB) é a reabertura da compra de helicópteros de ataque Mi-35M e de transporte Mi-171. Além desse investimento na Aeronáutica, haverá repasse de recursos para o Exército, força que admitiu seu enfraquecimento. O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, afirmou que o Brasil não conta com uma tropa à altura da dimensão e da importância do país. Peri acredita que os equipamentos das tropas brasileiras estão ultrapassados e que o Exército precisa ter a capacidade de dissuasão; por outro lado, o comandante se recusou a fazer comparações com o país comandado por Hugo Chaves. Segundo o general, o reaparelhamento das tropas venezuelanas não chega a ser preocupante. Já a Marinha, que relatou sobre sua inoperância, afirmou que apenas metade de seus 21 navios está capacitada de forma parcial. Para o próximo ano, o orçamento das Forças Armadas já foi acrescido de 50% com relação ao último ano, representando o montante de R$ 9 bilhões com uma suplementação de R$ 1 bilhão, mas acredita-se no meio militar que o Brasil demorará em média 20 anos para alcançar força de autodefesa.