Marzo 2008
La crisis entre Ecuador, Colombia y Venezuela, por el momento desactivada ,ha puesto en funcionamiento los grupos de reflexión brasileños. No solo las políticas de rearmamento ya en marcha sino también la estabilización militar de la región y el planeamiento de una politica de defensa regional.
Este informe destaca las discusiones en torno a la creación de un Consejo Militar Sudamericano –liderado por el Brasil -o alianzas de carácter complementario. Es obvio que la crisis y la influencia silenciosa pero eficaz del Brasil para humedecer la pólvora de la guerra verbal de la conferencia del grupo Río lo posicionan para su objetivo de máxima que es diplomático y no militar.
Ese es el objetivo permanente de la diplomacia brasileña.
Y la Argentina, tan preocupada por intervenir los fraudes de automotores por vía diplomática , ignoraba que Alberto Iribarne jamás podía ser embajador ante el Estado Vaticano, mas allá de sus calidades personales.
Conforme divulgou o jornal O Estado de S. Paulo, no dia 05/03/08 o presidente do Equador, Rafael Correa, se encontrou com o presidente Luís Inácio Lula da Silva; com o objetivo de alcançar o apoio de países da região para a condenação da Colômbia na reunião convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em caráter emergencial. O Brasil se posicionou a favor da resolução que definiu como uma violação à soberania do Equador o ataque realizado pela Colômbia, embora não tenha explicitado uma condenação ao governo de Bogotá.
O presidente Luís Inácio Lula da Silva conversou com Correa para que seu governo se comprometa solenemente a não permitir a presença e o trânsito de narcoguerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu territórioe tal exigência deverá ser estendida ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também poderá ser investigado por uma suposta doação de U$$300 milhões às Farc. O comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Augusto Heleno Pereira, que também foi oprimeiro comandante da Força de Paz da Organização das Nações Unidas no Haiti, afirmou não acreditar que existam bases das Farc em território brasileiro, e, caso isso ocorra, não haveria necessidade de o Exército colombiano destruí-las, pois os responsáveis emneutraliza-las seriam os militares brasileiros. De acordo com o Estado, apesar de não haver indícios de presença de bases regulares de colunas nas Farc em território nacional, desde o dia 02/03/08 os Pelotões Especiais do CMA entraram em regime de alerta reforçado, e é possível que o Comando da Aeronáutica envie jatos de inteligência R-99A e B às bases de Manaus e Porto Velho para colher informações e vigiar de forma intensiva a região. A agitação nas fronteiras da Colômbia, Venezuela e Equador pode provocar o deslocamentodos rebeldes e os militares brasileiros estão atentos à situação, já que a fronteira norte do Brasil convive com a presença da guerrilha, com registros de episódios como a Operação Querari, em 1999, quando um destacamento das Farc avançou sobre uma pista clandestinano Amazonas e foram enviados pára-quedistas brasileiros à região. De acordo com o Estado e com a colunista Ana Maria Tahan, do Jornal do Brasil, a crise militar entre Colômbia, Venezuela e Equador também foi tema da reunião do Alto Comando do Exército que se ocorreu em Brasília entre os dias 4 e 5/03, com a finalidade de avaliar as conjunturas políticas interna e externa. A preocupação do Exército brasileiro, além da invasão do territorio equatoriano pelas Farc, é a de que a guerrilha teria uma base de apoio no Equador. Alémdisso, segundo fontes não divulgadas do Exército, há a preocupação com a “intimidade militar e financeira” do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com a guerrilla colombiana. Em 1991, o Brasil sofreu um confronto direto com as Farc, na fronteira entreBrasil e Colômbia, na região do Rio Traíra, na qual os guerrilheiros atravessaram a fronteira, atacaram o Destacamento Traíra, mataram três soldados, balearam outros quatro militares e roubaram armas e munição. Em resposta, dois dias depois, um pelotão brasileiro de forças especiais invadiu o território colombiano, atacou o acampamento do grupo, matou pelo menos sete guerrilheiros e recuperou todos os equipamentos roubados. Conforme destacouO Estado de S. Paulo, os militares brasileiros vêem uma “segunda intenção” na política armamentista de Chávez e a forma como o presidente venezuelano determinou a movimentação das tropas para a fronteira com o Equador, aparentemente em resposta à morte do guerrilheiro Raúl Reyes, segundo maior procurado das Farc. Além disso, os militares afirmam que fatos como este mostram que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, precisa reequipar as Forças Armadas brasileiras como um caso de “fundamentalimportância para a soberania do País”. Na opinião de alguns militares a idéia de criação de um Exército sul-americano ou de um conselho militar das Forças Armadas da região é “umabsurdo”. Em contrapartida, durante a inauguração de novas instalações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o presidente brasileiro propôs a criação deum conselho de defesa sul-americano liderado pelo Brasil e representado pelo mesmo no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ex-chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia, afirmou na seção Espaço Aberto do jornal O Estado de S.Paulo que o Brasil é o único país com legitimidade para mediar uma intervenção que vise à pacificação, embora nenhum dos dois países a tenha solicitado ainda; esta posição entra em harmonia com a divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na seção Opinião em 05/03/08.
