EL AMIGO BRASILEÑO

 

Marzo 2008

 

La crisis entre  Ecuador, Colombia y  Venezuela, por el momento desactivada ,ha puesto en funcionamiento los grupos de  reflexión brasileños. No solo las políticas de rearmamento  ya en marcha sino también la estabilización militar de la región y el planeamiento de una politica de defensa regional.

 

 Este informe destaca las discusiones en torno a la creación de un Consejo Militar  Sudamericano –liderado por el Brasil  -o  alianzas de  carácter complementario. Es obvio que la crisis y la influencia silenciosa pero eficaz del Brasil  para humedecer la pólvora  de la guerra verbal de la conferencia del grupo Río  lo posicionan para su objetivo de máxima que es diplomático y no militar.

 

Un puesto permanente en el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas sustentado en una alianza militár regional.

Ese es el objetivo  permanente de la diplomacia  brasileña.

 

Y la Argentina, tan preocupada por  intervenir  los fraudes de automotores   por vía diplomática , ignoraba  que  Alberto Iribarne jamás podía ser embajador ante el Estado Vaticano, mas allá de sus calidades personales.

 

Y el Secretario de Culto, fue consultado al respecto ?
Y EL Consejo de Embajadores, sirvió para algo?
Y la Dirección Nacional de Inteligencia Exterior de la SI opinó sobre el asunto?
Y la Comisión de Acuerdos del Senado llegó estudiar ,entre café y café  recalentado , minimamente el problema ?
 
Brasil juega en grande, la Argentina  chantocratica es  esa gran capital que hemos heredado  de un  "imperio inacabado ,incompleto "  como decía , con asombro ,Andre Malraux.
 
Exército e governo brasileiros se preocupam com crise militar entre Colômbia, Venezuela e  Equador

Conforme divulgou o jornal O Estado de S. Paulo, no dia 05/03/08 o presidente do Equador, Rafael Correa, se encontrou com o presidente Luís Inácio Lula da Silva; com o objetivo de alcançar o apoio de países da região para a condenação da Colômbia na reunião convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em caráter emergencial. O Brasil se posicionou a favor da resolução que definiu como uma violação à soberania do Equador o ataque realizado pela Colômbia, embora não tenha explicitado uma condenação ao governo de Bogotá.

 

O presidente Luís Inácio Lula da Silva conversou com Correa para que seu governo se comprometa solenemente a não permitir a presença e o trânsito de narcoguerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu territórioe tal exigência deverá ser estendida ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também poderá ser investigado por uma suposta doação de U$$300 milhões às Farc. O comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Augusto Heleno Pereira, que também foi oprimeiro comandante da Força de Paz da Organização das Nações Unidas no Haiti, afirmou não acreditar que existam bases das Farc em território brasileiro, e, caso isso ocorra, não haveria necessidade de o Exército colombiano destruí-las, pois os responsáveis emneutraliza-las seriam os militares brasileiros. De acordo com o Estado, apesar de não haver indícios de presença de bases regulares de colunas nas Farc em território nacional, desde o dia 02/03/08 os Pelotões Especiais do CMA entraram em regime de alerta reforçado, e é possível que o Comando da Aeronáutica envie jatos de inteligência R-99A e B às bases de Manaus e Porto Velho para colher informações e vigiar de forma intensiva a região. A agitação nas fronteiras da Colômbia, Venezuela e Equador pode provocar o deslocamentodos rebeldes e os militares brasileiros estão atentos à situação, já que a fronteira norte do Brasil convive com a presença da guerrilha, com registros de episódios como a Operação Querari, em 1999, quando um destacamento das Farc avançou sobre uma pista clandestinano Amazonas e foram enviados pára-quedistas brasileiros à região. De acordo com o Estado e com a colunista Ana Maria Tahan, do Jornal do Brasil, a crise militar entre Colômbia, Venezuela e Equador também foi tema da reunião do Alto Comando do Exército que se ocorreu em Brasília entre os dias 4 e 5/03, com a finalidade de avaliar as conjunturas políticas interna e externa. A preocupação do Exército brasileiro, além da invasão do territorio equatoriano pelas Farc, é a de que a guerrilha teria uma base de apoio no Equador. Alémdisso, segundo fontes não divulgadas do Exército, há a preocupação com a “intimidade militar e financeira” do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com a guerrilla colombiana. Em 1991, o Brasil sofreu um confronto direto com as Farc, na fronteira entreBrasil e Colômbia, na região do Rio Traíra, na qual os guerrilheiros atravessaram a fronteira, atacaram o Destacamento Traíra, mataram três soldados, balearam outros quatro militares e roubaram armas e munição. Em resposta, dois dias depois, um pelotão brasileiro de forças especiais invadiu o território colombiano, atacou o acampamento do grupo, matou pelo menos sete guerrilheiros e recuperou todos os equipamentos roubados. Conforme destacouO Estado de S. Paulo, os militares brasileiros vêem uma “segunda intenção” na política armamentista de Chávez e a forma como o presidente venezuelano determinou a movimentação das tropas para a fronteira com o Equador, aparentemente em resposta à morte do guerrilheiro Raúl Reyes, segundo maior procurado das Farc. Além disso, os militares afirmam que fatos como este mostram que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, precisa reequipar as Forças Armadas brasileiras como um caso de “fundamentalimportância para a soberania do País”. Na opinião de alguns militares a idéia de criação de um Exército sul-americano ou de um conselho militar das Forças Armadas da região é “umabsurdo”. Em contrapartida, durante a inauguração de novas instalações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o presidente brasileiro propôs a criação deum conselho de defesa sul-americano liderado pelo Brasil e representado pelo mesmo no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ex-chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia, afirmou na seção Espaço Aberto do jornal O Estado de S.Paulo que o Brasil é o único país com legitimidade para mediar uma intervenção que vise à pacificação, embora nenhum dos dois países a tenha solicitado ainda; esta posição entra em harmonia com a divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na seção Opinião em 05/03/08.

 

Lampreia também afirmou que a postura adotada pelo Brasil deverá ser enérgica, de forma que fique claro ser inadmissível que os Equador e Colômbia se lancem em uma guerra. O ex-ministro afirmou que Hugo Chávez vê o presidente brasileiro como único rival aos seusempreendimentos de líder da América do Sul, e questiona como reagirá o venezuelano no caso de um forte posicionamento brasileiro neste caso. (Folha de S. Paulo – Opinião –
 
Equipe:
Ana Paula Lage de Oliveira (Redatora, graduanda em Relações Internacionais, bolsista
PIBIC/CNPq); Ana Paula Silva (Redatora, graduanda em História, bolsista PIBIC/CNPq);
Érica Winand (Supervisora, doutoranda em História, bolsista FAPESP); Juliana de Paula
Bigatão (Redatora-Chefe, mestranda em Relações Internacionais e bolsista FAPESP);Sthéfane Torres (Redatora, mestranda em Relações Internacionais), Tiago Salgado
(Redator, graduando em História) e Victor Missiato (Redator, graduando em História; bolsistaPIBIC/CNPq).

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